sexta-feira, 19 de julho de 2013

Que tal uma apresentação daquilo que penso e escrevo, para explicar o porque deste blog?
Talvez tenhamos nos tornados muito humanos, pois nos tornamos inerentes ao sistema ao invés do contrário, uma vez que necessitamos deste para viver e este precisa de nossa domesticação para se manter. Sucumbimos à própria criação e esquecemos do que é a história e muito mais do que significa ser humano. Nos tratamos como mercadorias sem que percebamos, temos o pensamento constantemente perturbado pelos arredores do ambiente e por muitas vezes somos contaminados. Não que isso seja ruim, pelo contrário, estimula as contradições e a busca dessas. Mas, e quando uma sociedade aprende tanto a arte da dominação que aperfeiçoa suas técnicas de escrita, linguísticas, produtivas, desenvolvimentistas, culturais, sociais e etc, de tal modo a manter a repressão e opressão, e  assim determinando incondicionalmente nossas posições nessa sociedade, fechando nossas perspectivas? Humanidade, sociedade e vontade é isso? Ou esqueçamos por uma vez o que essa humanidade libertária coloca (que de livre não existe nada) para dar vazão a novas possibilidades, ou deixaremos o que nos emoldura, emoldurar mais cem anos da mesma realidade opressora e repressiva. Que seja na arte, na ciência, na política, na filosofia, na vivência, na prática, no teatro, no trabalhar, no andar, no falar, no comer, no se educar, no amar, no pensar, no se enfrentar, na sociedade, e em tudo que ela englobar, esses aspectos devem ser confrontados de todas as formas, de maneira a apreendermos aquilo que nos está separado, nossa essência que se perde a todo instante, nosso potencial boicotado toda vez que tenta se extrapolar e no final, todos aqueles aspectos acima, que estão separados na medida em que podem e vão buscar que a vida se padronize, e neste momento é que devemos agir. Ou ajoelhemos e rezemos ou joguemos tudo contra a parede para recolher os cacos e recompor uma nova humanidade.  Enfim, não podemos como reais indivíduos que tudo isso passe em vão, mas também não podemos deixar que tudo isso nos faça: assim como se deve chutar a escada da filosofia que uma vez se usou para a subida, devemos chutar também tudo o que aprendemos. Essa é uma resistência do meu pensar, uma resistência escrita, grafada com os pensamentos da mente cansada da sociedade da imagem, mas armada contra as medusas da mesma. Fica aberto o espaço para todos e todas.


Espero que todo sintam a vontade em compartilhar tudo o que acreditar e discutir tudo o que for proposto com os componentes deste blog. Estou nessa. Habraços.