Que tal uma apresentação daquilo
que penso e escrevo, para explicar o porque deste blog?
Talvez tenhamos nos tornados muito
humanos, pois nos tornamos inerentes ao sistema ao invés do contrário, uma vez
que necessitamos deste para viver e este precisa de nossa domesticação para se
manter. Sucumbimos à própria criação e esquecemos do que é a história e muito mais
do que significa ser humano. Nos
tratamos como mercadorias sem que percebamos, temos o pensamento constantemente
perturbado pelos arredores do ambiente e por muitas vezes somos contaminados.
Não que isso seja ruim, pelo contrário, estimula as contradições e a busca
dessas. Mas, e quando uma sociedade aprende tanto a arte da dominação que
aperfeiçoa suas técnicas de escrita, linguísticas, produtivas, desenvolvimentistas,
culturais, sociais e etc, de tal modo a manter a repressão e opressão, e assim determinando incondicionalmente nossas
posições nessa sociedade, fechando nossas perspectivas? Humanidade, sociedade e
vontade é isso? Ou esqueçamos por uma vez o que essa humanidade libertária coloca (que de livre não existe nada) para dar
vazão a novas possibilidades, ou deixaremos o que nos emoldura, emoldurar mais
cem anos da mesma realidade opressora e repressiva. Que seja na arte, na
ciência, na política, na filosofia, na vivência, na prática, no teatro, no trabalhar, no
andar, no falar, no comer, no se educar, no amar, no pensar, no se enfrentar,
na sociedade, e em tudo que ela englobar, esses aspectos devem ser confrontados
de todas as formas, de maneira a apreendermos aquilo que nos está separado,
nossa essência que se perde a todo instante, nosso potencial boicotado toda vez
que tenta se extrapolar e no final, todos aqueles aspectos acima, que estão
separados na medida em que podem e vão buscar que a vida se padronize, e neste
momento é que devemos agir. Ou ajoelhemos e rezemos ou joguemos tudo contra a
parede para recolher os cacos e recompor uma nova humanidade. Enfim, não podemos como reais indivíduos que
tudo isso passe em vão, mas também não podemos deixar que tudo isso nos faça:
assim como se deve chutar a escada da filosofia que uma vez se usou para a
subida, devemos chutar também tudo o que aprendemos. Essa é uma resistência do
meu pensar, uma resistência escrita, grafada com os pensamentos da mente cansada
da sociedade da imagem, mas armada contra as medusas da mesma. Fica aberto o
espaço para todos e todas.
Espero que todo sintam a vontade em compartilhar tudo o que
acreditar e discutir tudo o que for proposto com os componentes deste blog.
Estou nessa. Habraços.